Eu não entendo porque existe tanta gente preguiçosa se trabalhar é tão bom. E é até melhor do que estudar, pois trabalho se escolhe e estudo não. Permitam-me contar uma história:
Em uma empresa onde rondava vários papéis e um monte de coisa da parte burocrática, ninguém queria fazer nada. Quando o chefe mandava um funcionário assinar os relatórios, ele passava o serviço para outro colega que passava para outro que passava para outro e outro e outro e mais outro... e assim ia indo até chegar nas mãos do último funcionário da empresa. Este, era obrigado a assinar. Era ele que fazia todo o trabalho de todos os funcionários.
Mas um dia, o chefe descobriu tudo e concluiu ainda que o problema era a internet. Segundo ele, os funcionários não faziam o trabalho por causa que eles ficavam acessando as redes sociais. Mandou bloquear todos os sites de redes sociais e de relacionamento. Mesmo assim o problema continuou. Então não era as redes sociais, mas sim, a preguiça. É isso! Os funcionários eram preguiçosos por natureza. Só um funcionário se dedicava: aquele que fazia todo o trabalho, claro. O nome dele era Roberto. Roberto não era um rapaz individualista, pois pensava nos outros também. Percebendo essa característica em Roberto, Carlos, o chefe da empresa o chamou para uma conversa.
- Gosto de você, Roberto, é um rapaz dedicado e pensa nos outros. - Disse Carlos. - Mas entenda uma coisa: cada um tem o seu papel nesta empresa. Não seja quem você não é. Não faça os serviços que não é de sua responsabilidade. Cada um deve fazer o seu.
- E como é que fica os outros então? - Perguntou Roberto.
- Simples, - Respondeu Carlos. - É só despedir os funcionários que não fazem nada.
- Mas chefe, aí vai sobrar só eu nesta empresa.
- E?...
- E daí é que ela vai à falência.
- Não vai não, pois você fará tudo aqui.
- Até as coisas do laboratório?
- Até as coisas do laboratório.
- Mas chefe, eu não sei mexer com essas coisas.
- É verdade. O que vamos fazer então? O Seu José também é um que faz tudo. Ele adora fazer experiências. Já sei! só fica você e ele. Pronto!
- Não dá.
- Como não dá?
- E a Dona Ana, bióloga?
- É verdade.
- E o Seu Marcio, a Dona Maria, o Seu Luís, o Seu Costa, o Eduardo, o Danilo, o Henrique, o Seu Afonso... como fica?
- É verdade, como fica?
- Então?
- Vou despedir só as pessoas que não fazem nada, como eu já havia lhe dito.
- Não dá.
- Como assim não dá?
- Pediram a conta.
- Pediram a conta?
- Sim, achavam que o senhor exigia demais.
- Vamos à falência!
- Ãn?
- Em quem eu vou mandar assinar os relatórios?
- Eu?
- Não, precisa das pessoas que não fazem nada. Sem elas aqui, quem é que vai recusar a assinar os relatórios e mandar você fazer tudo?
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