terça-feira, 26 de novembro de 2013

Propaganda

 Existe a propaganda boa e a ruim. Existe a ruim verdadeira (que é rara de se ver por aí) e a boa falsa (a mais comum). Como a boa falsa é muito comum, é por ela que vamos começar. Primeiramente, caro leitor desta crônica, quero que você imagine o seguinte: uma propaganda de carro em que as ruas estão vazias e ele corre a 800 por hora. Por onde ele passa, as folhas se levantam e a todo momento vão sendo mostradas cenas do carro no seu interior e exterior. Quando a cena mostra o seu interior, sempre aparece escrito alguma coisa do tipo "marcha automática"ou "mais conforto nos bancos" ou "mais leveza e facilidade no volante". E quando é mostrado o seu exterior, a maioria das vezes aparece o carro correndo em ruas desertas e folhas sendo levantadas para todos os lados. Essa é a propaganda que eu chamo de boa falsa.
 Agora vamos falar da ruim verdadeira (no início da crônica, eu disse que esse gênero de propaganda é raro, mas na verdade ele não existe). Seria mais ou menos algo do tipo: a mesma propaganda desse carro que foi citado anteriormente, só que com algumas alterações:

Tempo: chuvoso.
Estado de tráfego: 100,001% (congestionamento)
Folhas sendo levantadas: 0%
Brilho do carro: 1%

 Isso é que eu chamo de propaganda sincera!

 Agora vamos falar das propagandas de cerveja. A maioria aparece mulher pelada. E você pede uma bem gelada no bar achando que vai ser servido por uma mulher de biquíni. Ora essa! Quer dizer que se você comprar Friboi, o Tony Ramos vai aparecer do seu lado e dizer: "boa escolha, meu amigo!"

PS: Se você estiver num futuro próximo e estiver lendo esta crônica, então entenda: só os antigos do ano de 2013 entenderão (isso se até um futuro próximo a Friboi continuar existindo (e o Tony Ramos também)).

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